Doenças Funcionais

AFECÇÕES FUNCIONAIS DO TUBO DIGESTIVO

segundo ROMA III (2006)

A. Afecções do esófago A1. Globus A2. Síndrome da Ruminação A3. Dor Torácica Funcional de causa esofágica A4. Pirose Funcional A5. Disfagia Funcional A6. Afecção funcional do esófago inespecífica B. Afecções gastroduodenais B1. Dispepsia Funcional B1a. Síndrome da Dor Epigástrica B1b. Sindrome do Desconforto Epigástrico B2. Aerofagia B3. Vómito Funcional B4. Eructação Funcional B5. Dispepsia Funcional inespecífica C. Afecções do Intestino C1. Síndrome do Intestino Irritável C2. Distensão Abdominal Funcional C3. Obstipação Funcional C4. Diarreia Funcional C5. Afecção Funcional do Intestino não específicada D. Dor Abdominal Funcional D1. Dor Abdominal Funcional D2. Dor Abdominal Funcional não especifícada E. Afecções da Árvore Biliar E1. Disfunção da Vesícula E2. Disfunção do Esfincter de Oddi F. Afecções Anorectais F1. Incontinência Fecal Funcional F2. Dor Anorectal Funcional F2a. Síndrome do Elevador do Ânus F2b. Proctalgia Fugax F3. Dissinergia do Soalho Pélvico
As afecções funcionais são síndromes que causam sintomas crónicos, recorrentes, atribuídos ao Tubo Digestivo mas para os quais não se encontra uma anomalia estrutural ou bioquímica: os exames e análises são todos normais. Os sintomas são atribuídos a alterações sensitivas e/ou alterações da motilidade mas essas alterações não são registadas pelos os meios de diagnóstico actuais. Perante esta falta de sinais objectivos estabeleceram-se critérios de diagnóstico. São os critérios de ROMA, hoje, já na sua quarta revisão - ROMA IV. (Estes critérios foram elaborados pela primeira vez na cidade de Roma em 1988 por um grupo de peritos de várias nacionalidades, foram actualizados  em 1999, pela terceira vez em 2006 e recentemente em Abril de 2016) Os Síndromes Funcionais mais frequentes são a Dispepsia Funcional e o Síndrome do Intestino Irritável (Cólon Irritável)
Algumas destas afecções são muito frequentes. A Dispepsia Funcional, o Síndrome do Intestino Irritável são responsáveis pela maior parte das consultas de gastrenterologia. Calcula-se que entre 50% a 75% dos doentes que consultam o gastrenterologista têm Doença do Refluxo Gastro-esofágico ou Dispepsia Funcional ou Síndrome do Intestino Irritável. Em cerca de 30% desses doentes há uma associação de duas ou das três afecções. A Obstipação Funcional, a Diarreia Funcional, a Dor Abdominal Funcional e a Proctalgia Fugax são bastante frequentes. A Proctalgia Fugax atinge mais de 5% da população adulta. Outras afecções são raras ou de diagnóstico difícil. Não será fácil “afirmar” a dor torácica ou a pirose como alterações funcionais. A disfunção da vesícula era uma das doenças da “moda” nos anos 50-80 do século passado, com o caricato nome de “vesícula preguiçosa”. Servia para todas as queixas da metade alta do aparelho digestivo: dor ou desconforto epigástrico ou pirose etc. Embora aceite pelos critérios de Roma a disfunção da vesícula é ignorada pelos mais enciclopédicos livros de gastrenterologia.

OUTROS SITES SOBRE AS AFECÇÔES FUNCIONAIS

Em Inglês Internacional Foundation for Functional Gastrointestinal Disorders Functional Gastrointestinal Disorders     2016 Drossman DA
Pagina seguinte

AFECÇÕES FUNCIONAIS DO TUBO DIGESTIVO

segundo ROMA IV (2016)

A. Afecções do esófago A1. Dor Torácica Funcional A2. Pirose Funcional A3. Hipersensibilidade ao refluxo A4. Globus A5. Disfagia Funcional B. Afecções gastroduodenais B1. Dispepsia Funcional B1a.  Sindrome do Desconforto pós-prandial B1b. Síndrome da Dor Epigástrica B2. Eructação Funcional        B2a. Excessiva eructação supragástrica        B2b. Excessiva eructação gástrica B3. Náusea e Vómito Funcional       B3a. Sindrome da náusea e vómito crónicos       B3b. Síndrome do vómito cíclico       B3c. Síndrome de hiperémese canabinoide B4. Síndrome da ruminação C. Afecções do Intestino C1. Síndrome do Intestino Irritável (SII)       SII com obstipação predominante       SII com diarreia predominante       SII com alternância dos hábitos intestinais       SII não classificável C2. Obstipação Funcional C3. Diarreia Funcional C4. Distensão abdominal Funcional C5. Afecção Funcional do Intestino não específicada C6. Obstipação induzida pelos opioides D. Dor Gastrointestinal Funcional        D1. Síndrome da Dor Abdominal Funcional D2. Síndrome do intestino narcótico / Gastrointestinal hiperalgesia induzida pelos opioides E. Afecções da Vesícula e Esfincter de Oddi        E1. Dor biliar        E1a. Afecção Funcional da Vesícula        E1b. Afecção Funcional do Esficter de Oddi vesic.  E2. Afecção Funcional do Esficter de Oddi Pancreático F. Afecções Anorectais F1. Incontinência Fecal F2. Dor Anorectal Funcional F2a. Síndrome do Elevador do Ânus F2b. Dor anorectal não especificada F2c. Proctalgia Fugax F3. Afecções Funcionais da defecação        F3a. Propulção inadequada da defecação        F3b. Dissinérgia da defecação
Por curiosisade comparam-se as alterações de ROMA III para ROMA IV
De realçar que 10 anos depois do consenso Roma III (2006), o Roma IV (2016) faz modificações significativas: - é dada maior importância á interacção intestinos- cérebro - incorpora afecções induzidas pelos opióides e canabinóides - actualiza os critérios para afecções do esófago, do síndrome do intestino irritável, do esfíncter de Oddi - etc
MISCELÂNIA