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Tumor ou neoplasia ou neoformação é um conglomerado de células com proliferação incontrolada, anormal. As três palavras são usadas como se fossem sinónimos, embora, haja neoplasias que não são tumores, como por exemplo, a leucemia. Tumor comporta a noção de nodulo que não existe nas leucémiasEsta proliferação, este crescimento anormal é, geralmente irreversível. A proliferação das células do nosso organismo é controlada pelo programa genético de cada célula, por sinais transmitidos duma célula para outra, por substâncias que promovem ou inibem o crescimento celular. As células tumorais são autónomas não obedecem aos factores de crescimento e proliferação. Proliferam de maneira excessiva e, como não obedecem aos reguladores normais, fazem essa proliferação duma maneira desgovernada e desorganizada. Também empregamos, na linguagem de todos os dias, a palavra tumor, com o sentido de aumento de volume, de inchaço, e não de proliferação celular. Da palavra latina “tumor” e grega “oncos” que significam inchaço derivam as palavras tumor e oncologia. Cancro vem do grego karkinos que significa caranguejo. Os brasileiros dizem câncer. O MEDO DE DIZER A PALAVRA CANCRO As doenças cardiovasculares ainda matam mais do que o cancro mas, nas últimas décadas, com o aumento da esperança de vida a probabilidade de termos um cancro aumentou. Felizmente aumentou também o nosso conhecimento sobre as maneiras de o prevenir, de o tratar e de o curar. Apesar disso, o medo de dizer a palavra cancro levou ao aparecimento de termos e expressões para contornar a palavra. Diz-se “doença da moda”, “doença moderna”  mas, o cancro não é moderno, existe muito provavelmente desde o início da Humanidade. A arqueologia vai encontrando provas da existência de cancros  em ossos e múmias com milhares de anos. A comunicação social diz que fulano morreu de “doença prolongada”. evitam dizer que morreu com cancro. Nos jornais e na banca das livrarias vemos títulos como “lutou contra o cancro” e “venceu o cancro” dando a ideia de que se trata duma guerra que uns são fortes e vencem e outros são fracos e deixam-se derrotar. Estas palavras e expressões apenas trazem pessimismo. Há doenças mais difíceis de suportar e com pior prognóstico do que o cancro. O cancro é uma doença grave mas, muitas vezes, tem cura. Hoje, há mais cancros do que no principio do século XX, quando a esperança de vida era inferior a 40 anos.  Nessa época, havia menos cancro porque as pessoas morriam mais cedo com doenças que hoje quase não existem.  O cancro é raro antes dos 40 anos como mostra o gráfico a seguir: TUMOR BENIGNO TUMOR MALIGNO (CANCRO)     Os tumores benignos não são cancros. O crescimento dos tumores benignos é lento.  Permanecem localizados na área onde se originam, não invadem os tecidos vizinhos nem se disseminam à distância, ou seja, não dão metástases. Os tumores benignos, assim chamados porque geralmente não levam à morte, só serão mortais se estiverem localizados em sítios críticos ou se derem origem a hemorragias graves. No tubo digestivo, muito excepcionalmente um tumor benigno é causa de morte. A hemorragia causada pelos tumores benignos do Aparelho Digestivo é, quase sempre, facilmente controlada e o tumor é removido. A remoção dos tumores benignos do tubo digestivo faz-se, na maior parte dos casos, em regime ambulatório, por métodos endoscópicos sem haver necessidade de cirurgia nem de internamento hospitalar.     Os tumores malignos ou cancros, têm a propriedade de invadir os tecidos vizinhos (o caranguejo que simboliza o cancro mostra um corpo central com as pernas que representam essa invasão) e, de produzir metástases à distância através da corrente sanguínea e da via linfática, dando origem a novos tumores, em locais distantes. A maior parte dos tumores malignos, podem hoje ser tratados por meios cirúrgicos, químicos ou físicos. Com as actuais técnicas de tratamento (cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia biológica) é possível curar mais de 50% dos cancros. A cura depende do tipo de cancro e do estádio (grau) em que se encontra, quando é tratado. COMO APARECE O CANCRO? O PAPEL DOS GENES O nosso organismo é constituído por células (mais de duzentos milhões de células) e, no núcleo das células, existem os cromossomas (46 cromossomas) que contêm os genes (19.000 genes no homem). São os genes que fornecem as instruções para o funcionamento das células. As células normais crescem e reproduzem-se normalmente para substituir as células que envelhecem e morrem (apoptose). A morte celular é programada e as células são substituídas por células novas que derivam de células precursoras as “células mãe” (stem cells) que se dividem e se diferenciam para efectuar as suas funções. A proliferação dessas células é autoregulada e regulada pelas células vizinhas de maneira a que cada tecido tenha as dimensões necessárias. Tem que haver um equilíbrio perfeito, geneticamente controlado pelas proteínas codificadas pelos genes, entre a divisão celular e a apoptose. As proteínas que desencadeiam e activam a normal divisão celular são codificadas por genes chamados proto-oncogenes. Factores celulares e extra celulares  inibem a divisão celular. O cancro é uma doença genética. Se uma célula normal sofre alterações nos seus genes se há mutação genética as células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas actividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais os proto-oncogenes que estão normalmente implicados no crescimento e proliferação celular. Uma vez alterados por uma mutação o proto-oncogene transforma-se em oncogenes que pode codificar proteínas (c-CIS, RAS, k-RAS, RET, c-ERB, c-RAS, c-ABL, MYC…)  responsáveis pela divisão celular descontrolada, a malignização (cancerização) das células. A morte celular (apoptose) regulada pelos genes apoptose (bcl-2 bax, bad, bal, p53…) diminui e, as células tornam-se “imortais”.  Os genes supressores do tumor podem perder a sua função e deixam de inibir a proliferação das células. A mutação do gene supressor PT53 localizado no cromossoma 17 está relacionada com o cancro do pulmão, da mama e do cólon. Um gene supressor hereditário, muito conhecido do grande público, é o gene BRCA-1, representado no lado esquerdo. Este gene, tornou-se muito conhecido porque a actriz Angelina Jolly “com o fim de ajudar outras mulheres” divulgou a sua doença “Eu escolho não manter a minha história privada…”). O DCC, E-cadenina, APC, NF- 1, RL, P53, WT-1 …são outros genes supressores. Os genes reparadores do ADN tentam reparar os erros da replicação do ADN. Alterações nestes genes, podem provocar instabilidade genética que facilita a produção de mutações noutros genes. Os genes hMSH2, hMLH1, hPMS1 etc envolvidos na reparação dos genes estão associados ao cancro hereditário mais frequente do Aparelho Digestivo, o carcinoma colorectal hereditário sem polipose também conhecido por Síndrome de Lynch. Falámos em mutações dos genes que estão na origem do cancro mas muitas mutações não levam a nenhuma alteração ou levam ao aparecimento de muitas doenças genéticas que não são cancros. EM RESUMO (genes implicados no cancro): 1.Proto-oncogenes e oncogenes 2.Genes supressores tumorais 3.Genes reguladores da apoptose 4.Genes reparadores do ADN  RESPOSTA IMUNOLÓGICA  AOS TUMORES O nosso organismo responde aos antigénios  das células  cancerosas tentando destruí-las através de mecanismos imunológicos: anticorpos, células NK e macrófagos. Esta vigilância do sistema imunitário às células cancerosas é por vezes ineficaz e, algumas células tumorais, escapam a essa vigilância. INVASÃO E METASTASES DOS TUMORES MALIGNOS As células cancerosas multiplicam-se de maneira descontrolada, mais rapidamente do que as células normais do tecido à sua volta e invadem-no. Além de invadirem os tecidos celulares à sua volta, as células cancerosas adquirem a capacidade de se desprender do tumor e de migrar através dos vasos sanguíneos e dos vasos linfáticos indo implantar-se em órgãos distantes, dando origem às metástases (do grego meta - mudança + stasis - posição)O crescimento celular desordenado, a capacidade de invadir tecidos vizinhos e de enviar metástases para locais distantes (fígado, pulmão, ossos, gânglios linfáticos etc.) são as características que definem o cancro e, que o distinguem do tumor benigno, que não invade nem metastiza.Invadir os tecidos vizinhos e disseminar-se à distância (metastizar) é uma característica dos tumores malignos.As células dos tumores malignos no seu processo invasivo atingem os vasos sanguíneos e os vasos linfáticos, atravessam a sua parede e entram na corrente sanguínea ou linfática atingindo outros órgãos distantes. Uma vez alojadas no tecido desse novo órgão, as células cancerosas proliferam autonomamente,dando origem num órgão distante, a um tumor com estrutura semelhante ao tumor primitivo. Os tumores do abdómen (estômago, pâncreas, intestinos) através dos vasos abdominais atingem facilmente o fígado onde dão metástases. O pulmão e o encéfalo, são depois do fígado, os órgãos para onde os tumores metastizam com maior frequência. Por via linfática, os gânglios da vizinhança do órgão onde se localiza o tumor, são facilmente atingidos pelas metástases. NOMENCLATURA DOS TUMORES Os tumores nascem dos tecidos do orgenismo: 1. Epitelial 2. Tecidos mesenquimatosos 3. Nervoso 4. Hematopoietico e células linfoides 5. Células germinais Os tumores benignos identificam-se pelo sufixo "oma" precedido do nome da célula que lhe deu origem: O tumor benigno constituído por células de gordura, lipídicas chama-se lipoma, se é constituído por células epiteliais chama- se adenoma, se é constituído por células do músculo liso chama-se leiomioma etc. etc. Os tumores malignos (cancros) identificam-se pelo sufixo “carcinoma” se é constituído por células epiteliais e pelo sufixo “sarcoma” se é constituido por células mesenquimatosas. Assim o cancro do estômago com origem no tecido epitelial chama-se adenocarcinoma e o cancro do estômago com origem no tecido muscular chama-se leiomiosarcoma. O cancro dos ossos chama-se osteosarcoma. Há tumores que terminam em oma e são malignos: o hepatoma é um tumor maligno do fígado, o linfoma é um tumor maligno dos linfócitos, o glioma é um tumor maligno do cérebro, o seminoma é um tumor maligno do testículo, melanoma é um tumor maligno dos melanócitos. Há tumores que são mistos: adenoacantoma é uma mistura de adenocarcinoma e elementos benignos do endométrio. Carcinosarcoma da tiróide é uma mistura de carcinoma e sarcoma. Os teratomas são misturas de vários tecidos embrionários benignos ou malignos. Há tumores difíceis de qualificar e por isso têm o nome de quem os descreveu pela primeira vez: linfoma de Hodgkin, linfoma de Burkitt, sarcoma de Ewing, Tumor de Wilms, sarcoma de Kaposi… QUAIS AS CAUSAS DO CANCRO? Como atrás ficou dito as neoplasia aparecem em consequência duma mutação genética que altera os mecanismos que regulam o crescimento das células. Essas mutações activam os genes que estimulam o crescimento dos tumores - proto-oncogenes - ou inactivam os genes supressores do crescimento dos tumores - genes supressores. Essas mutações dos proto-oncogenes ou dos genes supressores podem ser aceleradas por outras mutações de genes que reparam as mutações do DNA - genes reparadores do DNA. Os factores conhecidos que estão envolvidos no desenvolvimento de mutações  que são causa de neoplasias do Aparelho Digestivo são: •    A idade •    A hereditariedade - menos de 5% dos tumores têm uma base hereditária. •    A exposição a factores cancerígenos do ambiente: físicos, químicos, dieta, vírus, bactérias   o TABACO o EXPOSIÇÃO SOLAR o ERROS ALIMENTARES o OBESIDADE o EXCESSO DE ÁLCOOL o ALGUNS VÍRUS •    Certas lesões pré-cancerosas •    Hoje sabemos que 2/3 dos cancros são aleatórios, são fruto do acaso. Os estudos da universidade de Johns Hopkins dirigidos pelo geneticista Bert Vogelsteine e pelo matemático Cristian Tomasseti concluíram que 66% dos cancros são erros de reprodução, 29% devem-se ao estilo de vida e ambiente e 5% são hereditários.  IDADE:  São raras as neoplasias do Aparelho Digestivo antes dos 50 anos. Mais de 2/3 de todos os tumores aparecem depois dos 65 anos de idade. A frase tantas vezes ouvida " o cancro não escolhe idades " revela bem as noções erradas difundidas na população. Ver nesta página a curva da incidência do cancro por idades em Portugal. HEREDITARIEDADE: A hereditariedade está relacionada com alguns - menos de 5-10 % - cancros do Aparelho Digestivo  (ver poliposes)  e com menos de 5% dos cancros em geral. Alguns genes são herdados. Podemos nascer com mutações que determinam a proliferação celular mas, poucos cancros são hereditários.No entanto, embora a maior parte, dos cancros do Aparelho Digestivo, não tenha uma base hereditária, em algumas famílias, há uma maior incidência de determinado tumor - adenocarcinoma do estômago, adenocarcinoma do cólon - mas, o modelo de hereditariedade é pouco claro e, são desconhecidos, genes responsáveis. O conhecimento destas incidências familiares é importante, por exemplo no rastreio do cancro do cólon e recto. FACTORES CANCERÍGENOS DO AMBIENTE:     - factores químicos e físicos    aminas aromáticas - hepatoma     derivados dos sais biliares - carcinoma do cólon       ácido gástrico - carcinoma do esófago     gastrina - carcinóide do estômago     contraceptivos - hepatoma     tabaco - carcinoma do esófago     cloreto de polivinil - angiossarcoma do fígado    sol (radiação solar ultravioleta) - melanoma     asbesto - cancro do pulmão     Rx (raios-X)      - dieta:     aflotoxinas - hepatoma     nitrosaminas - adenocarcinoma do estômago     dieta pobre em fibra - adenocarcinoma do cólon     dieta pobre em proteínas - carcinoma do esófago      a alta incidência de cancro do estômago em Portugal, tem sido atribuída à dieta rica em carne fumada.      - vírus:     vírus de Epstein-Barr - linfoma de Burkitt.      vírus da hepatite B e C - hepatoma.     vírus do papiloma (HPV): carcinoma do colo do útero, carcinoma do ânus.     - bactérias:     Helicobacter pylori - cancro do estômago     Streptococcus vobis - cancro do cólon LESÕES PRÉ-CANCEROSA DO APARELHO DIGESTIVO:  São lesões que têm probabilidade de evoluírem para cancro. Essa evolução, não é inevitável. São mais de meia centena, as lesões e situações do Tubo Digestivo que eventualmente poderão evoluir para cancro. *   No esófago a mais importante é o Esófago de Barrett uma complicação pouco frequente da Doença do Refluxo Gastro-esofágico. A maneira de impedir que o Esófago de Barrett evolua para adenocarcinoma do esófago põe problemas ainda sem eficaz solução. A maior parte das pessoas com esófago de Barrett nunca terá cancro do esófago. *  No estômago a lesão pré-cancerosa mais importante é a  Metaplasia Intestinal tipo III. Também aqui não temos meios eficazes para impedir essa evolução, mas a maior parte das pessoas com esta lesão nunca terá cancro do estômago. *   No cólon a lesão pré-cancerosa é por excelência o pólipo adenomatoso. O adenoma do cólon é um tumor benigno que é possível diagnosticar e extirpar por meios endoscópicos - polipectomia - e assim, impedir a sua evolução para cancro do cólon. Nem todos os adenomas evoluem para cancro mas, como Tumores. O que sao?ais são os que vão ou não ter essa evolução, temos que os tirar todos. O rastreio  do cancro do cólon e recto, feito de 5 em 5 anos,  depois dos 50 anos de idade pode diminuir em 90% a incidência do cancro.Ultimamente há estudos que nos provam que 2/3 dos cancros são fruto do acaso e por isso inevitáveis. COMO SE DIAGNOSTICAM OS TUMORES? O cancro manifesta-se conforme o órgão onde se localiza. Mas a maior parte dos cancros atingem estadios avançados sem dar qualquer sinal. A dor, a obstrução dum órgão oco, a perda de peso, a anemia, a perda de sangue, são sintomas e sinais pelos quais  o cancro se pode manifestar. Uma vez observado o tecido tumoral, deve ser biopsado, para ser examinado ao microscópio. Na prática, o diagnóstico dos tumores e a distinção entre tumor benigno e maligno é feita sem grandes problemas pelo médico patologista examinando um fragmento do tecido tumoral ao microscópio. A morfologia das células e a estrutura do tecido permitem, na maior parte dos casos afirmar ao médico patologista, se está perante um tecido tumoral e se esse tumor é benigno ou maligno. O patologista tem além da observação microscópica outros métodos para diagnosticar e caracterizar um tumor. ESTADIAMENTO DO CANCRO Para a maior parte dos cancros existe uma classificação internacional -TNM- baseada em vários critérios que permitem fazer o estadiamneto de determinado cancro: T - T0,T1,T2,T3 e T4, - conforme o tamanho do tumor e sua extensão  T0/Tis - cancro in situ;  T1 - o cancro não ultrapassa a submucosa do órgão;  T2 - não ultrapassa a camada muscular;  T3 - o tumor ultrapassa a camada muscular;  T4 - o tumor ultrapassa o órgão)  N - N0, N1 e N2 - metástases para os gânglios (nódulos) regionais - segundo o número de gânglios atingidos  N0 - nenhum gânglio invadido;  N1 - até 3 gânglios invadidos;  N2 - mais de 3 gânglios) M - M0 e M1 - não havendo metástases M0, se houver metástases á distância M1.. Uma vez estabelecido o TNM para um determinado tumor é possível classificá-lo num dos 4 estádios: Estádio I  - T1 ou T2; N0;M0 - o tumor não ultrapassa a submucosa do órgão Estádio II - T3 ou T4; N0; M0 - o tumor ultrapassa a submucosa mas não metastiza nos gânglios regionais nem metastiza á distância. Estádio III - T1,2,3,4; N1; M0 - o tumor invade os gânglios mas não metastiza á distância Estádio IV - T1,2,3,4; N1,2; M1 - o tumor invade os gânglios  metastiza á distância. O estadiamento do cancro determina o tipo de tratamento e o prognóstico do doente.  Os doentes com cancro no estádio I fazem cirurgia mas não necessitam de quimioterápia e têm uma probabilidade superior a 90% de  5 anos depois estarem vivos. A cirurgia é geralmente curativa. No estádio II pode ser necessário ou não o tratamento médico depois da cirurgia.  estadio III e IV é necessário outro tratamento além da cirurgia porque há invasão e metástases. O prognóstico destes estádios, III e IV, é mais sombrio. Por causa do futebol quase toda a gente conhece o termo prognóstico: pro “antes” + gnosis “acção de conhecer”. A cura, o bom prognóstico, depende do estádio e este depende do diagnóstico precoce.  METÁSTASES  A invasão e as metástases são duas caracteristicas que diferenciam os tumores benignos dos cancros. São poucos os cancros que não metastizam: os gliomas do SNS e os basaliomas são das poucas excepções. As células dos cancros conseguem portanto, libertar-se do tumor e entrar na rede vascular circulando na corrente linfática ou sanguínea. Ao atingirem redes vasculares sanguineas distantes depositam-se formando agregados que se multiplicam e rompem o vaso e passando ao tecido subjacente estimulam o aparecimento de novos vasos sanguíneos constituindo metástases. A corrente linfática drena as células do cancro geralmente para os gânglios regionais.A existência de metástases torna o prognóstico muito mais sombrio. O CANCRO TEM CURA? Os cancros diagnosticados num estadio precoce podem curar. Foram impressionantes os progressos  no tratamento do cancro na última década. Mesmo quando não se consegue a cura, é grande número de casos, em que é possível prolongar a vida com excelente qualidade. O CANCRO É HEREDITÁRIO? Muito raramente. Uma pequena percentagem de cancros (5-10%) podem ser transmitidos de pais para filhos. O CANCRO É CONTAGIOSO? Não. No entanto, alguns cancros, podem ser provocados por agente infecciosos (virus, bactérias) que são contagiosos. A mãe pode transmitir ao filho o vírus da hepatite B e o filho pode desenvolver, em consequência desse contágio, um cancro do fígado. MARCADORES TUMORAIS O seu valor como agentes de diagnóstico nos tumores do aparelho digestivo é nulo e, muitas vezes, contraproducente mas, têm valor no seguimento do doente operado.  Ver: marcadores oncológicos OUTROS SITES SOBRE: O QUE É O CANCRO Liga Portuguesa Contra o Cancro Não ficar sem ler:  O Cancro - Manuel Sobrinho Simões 2014 -Fundação Francisco Manuel dos Santos - custa 3 € e pode comprar-se nos supermercados Pingo Doce. 100 Perguntas sobre o Cancro de Daniel Closa e Salvador Macip -2018 -  Tradução do espanhol  20|20 Editora
TUMORES: o que são? o que é o cancro?